Sirtfood – Controlar o peso ativando os seus Genes Magros

Sirtfood - Controlar o peso ativando os seus Genes Magros

Sirtfood – Controlar o peso ativando os seus Genes Magros

Artigo de opinião Dra. Magda Rocha (Nutricionista)

 

Provavelmente já ouviu falar das Sirtuinas, se não ouviu ainda vai ouvir, uma vez que na minha opinião revoluciona a forma de pensar a perca de peso.

Senti curiosidade em saber mais quando ouvi falar nos alimentos Sirt ou Sirtfood (alimentos que ativam a produção das Sirtuinas), então investiguei, e detectei uma série de estudos sobre as sirtuinas que me deixou anda mais curiosa. Aprofundando um pouco mais, desenvolvi este artigo que acredito ser esclarecedor sobre o que será o futuro do emagrecimento.

Para entender o que são as sirtuinas, temos de começar pela nutrigenómica.

 

O que é a nutrigenómica?

 

A nutrigenómica é a ciência que estuda os efeitos dos nutrientes que diariamente ingerimos têm sobre a expressão dos nossos genes. Identifica e investiga as interações entre os compostos bioativos dos alimentos e o conjunto dos nossos genes, o genoma.

Está em estreita colaboração com a nutrigenética, o ramo da ciência que estuda a influência dos nutrientes em tipos diferentes de genomas.

Avanços recentes nesta área da nutrição, permitiram identificar um conjunto de genes que, quando ativados, codificam a  síntese de determinadas proteínas, as sirtuínas (SIRT – Silent Information Regulation Transcript ), responsáveis por uma cascata de reações a nível do metabolismo e longevidade humanas.

 

O que são as sirtuínas?

 

As sirtuínas são enzimas e foram primeiro identificadas em 1984, na levedura Saccharomyces cereviseae, designando-se de Sir2 (silent information regulator). Proteínas homólogas foram também isoladas no homem, estando já identificadas 7 isoformas diferentes, as sirtuínas SIRT1 a SIRT7.

Estudos sobre as sirtuínas revelaram que, nas situações de restrição calórica, como o jejum prolongado, os níveis de sirtuínas aumentam, verificando-se um aumento da sobrevida, em mamíferos.

Isto acontece porque o organismo entra num “modo de sobrevivência”, como resposta ao stress provocado pela restrição calórica, ou outro fenómeno que reduza a energia disponível a nível celular, como o exercício físico.

 

Para que servem as sirtuínas?

 

Neste “modo de sobrevivência”, as sirtuínas desempenham um papel fundamental, funcionando como sensores de energia e mediadores de um vasto conjunto de respostas fisiológicas que tem como finalidade a sobrevivência. Essas respostas passam pelo bloqueio do armazenamento de gordura, o aumento da queima da gordura armazenada, estimulação dos mecanismos de reparação e rejuvenescimento celulares e o aumento da massa muscular.

As sirtuínas têm uma multiplicidade de ações em diferentes orgãos, uma vez que cada orgão tem a sua função específica. No pâncreas, aumentam a secreção de insulina e protegem as células beta-pancreáticas dos danos inflamatórios. No fígado, dão origem às respostas que se verificam no jejum, a gliconeogénese é ativada e a glicogenólise inibida, a síntese de triglicéridos e colesterol é bloqueada. No músculo, aumentam a sensibilidade à insulina e aumentam a utilização de ácidos gordos, promovendo a manutenção e aumento da massa muscular. No tecido adiposo, inibem a formação de adipócitos e ativam a lipólise. No cérebro, mais propriamente no hipotálamo, promovem um aumento ou manutenção da temperatura corporal.

 

Como podemos ativar as sirtuínas?

 

As sirtuínas podem ser ativadas através da restrição calórica ou do exercício físico, mas existe uma outra alternativa, que é a ingestão de determinados nutrientes presentes em alimentos que, quando ingeridos, têm a capacidade de estimular a produção de sirtuínas e potenciar a sua ação.

Os vegetais desenvolveram mecanismos de defesa e resposta ao stress que, a nível molecular, são extremamente complexos e até mais eficientes que no caso de organismos mais complexos como o homem. Isso deve-se ao facto de os vegetais se encontrarem imóveis e não se deslocarem para procurar melhores condições ambientais ou de alimento. Têm de ser capazes de resistir a condições ambientais extremas e por isso desenvolveram um vasto conjunto de substâncias – como os polifenóis – que lhes permite adaptarem-se ao meio ambiente e sobreviver.

Essas substâncias, tendo como exemplo os polifenóis ou outros, quando ingeridas pelo homem, estimulam as suas próprias vias de defesa ao stress, “imitando” a resposta aos efeitos do stress provocados  pela restrição calórica ou pelo exercício físico, ainda que a eles não tenha sido submetido.

 

Tendo por base estes avanços científicos, desenvolvi em parceria com a  Nutradvance o SIRTActiv, o primeiro suplemento alimentar no mercado, adequado ao controlo de peso,  que reúne um conjunto selecionado de nutrientes ativadores das sirtuínas:

 

  •  Os polifenóis provenientes da videira, do polígono (resveratrol), do chá verde, da oliveira (oleuropeína), da curcuma (curcumina).
  •  Outros nutrientes, como a leucina, que atuam em sinergia com os ativadores das sirtuínas, amplificando o seu efeito.

 

Sirtdiet

 

Ativar as sirtuínas através dos polifenóis:

 

Extrato de Polígono, Polygonum cuspidatum Siebold.

( mín. 90% resveratrol )

O polígono, Polygonum cuspidatum também designado de Reynoutria japonica , é uma planta originária da Ásia, estando distribuída pela América do Norte e Europa, incluindo Portugal. É considerada uma espécie invasora em vários países. As raízes desta planta são também a mais rica fonte de resveratrol conhecida, sendo utilizada na medicina oriental.

O resveratrol foi identificado em 2003 como sendo um potente ativador das sirtuínas. Estudos em ratinhos demonstraram claramente benefícios para a saúde, como o aumento da sensibilidade à insulina, aumento da tolerância à glucose, diminuição dos lípidos no plasma e de gordura no fígado, uma supressão da inflamação e stress oxidativo . No homem, observou-se diminuição do conteúdo lipídico intra-hepático, glicemia, triglicéridos, alanina aminotransferase e marcadores da inflamação.

 

Extrato de Videira, Vitis vinifera L. var. tinctoria

( mín.10% polifenóis )

A videira é uma planta nativa da Europa Meridional e Ásia Ocidental, e tem sido cultivada à milhares de anos, por várias civilizações, com vista à obtenção do vinho.

Possui propriedades medicinais e tem sido tradicionalmente utilizada nas doenças vasculares e como tónico venoso.

As suas folhas são ricas em polifenóis: taninos, vários flavonóides como o campferol, antocianidinas, quercetina e o próprio resveratrol. A presença de diferentes tipos de polifenóis, como a quercetina, aumenta a biodisponibilidade do resveratrol e complementa de forma sinérgica o seu efeito, uma vez que o resveratrol promove a destruição das células gordas que já existem e a quercetina evita a formação de novas células gordas.

 

Extrato de Chá Verde, Camellia sinensis Kuntze

( mín. 55% polifenóis, mín. 15% galhato de epigalocatequina – EGCG)

a ingestão de chá verde na Ásia tem sido citada como a principal razão para o “paradoxo asiático”. Apesar de uma grande prevalência de fumadores, a Ásia e em especial o Japão, apresenta das taxas mais baixas de doenças cardiovasculares no mundo. Uma elevada ingestão de chá verde está ligada a taxas muito mais baixas de doenças coronárias.

As folhas secas são muito ricas em polifenóis, como o ácido clorogénico, cafeíco e gálhico, bem como campferol, quercetina e miricetina (flavonóides). Possui ainda outro tipo de polifenol, o galhato de epigalocatequina – EGCG (catequina).

 

Extrato de Curcuma, Curcuma longa L.

( mín. 10% curcumina )

A curcuma, ou açafrão da índia, é uma especiaria muito usada na cozinha tradicional indiana e já é usado na medicina ayurvédica há mais de 4000 anos pelas suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes.

Sabemos hoje que as suas propriedades se devem à presença da curcumina, um pigmento amarelo e ao mesmo tempo um polifenol que em estudos recentes se observou melhorar os níveis de colesterol, o controlo do açúcar no sangue e reduzir a inflamação corporal. Estes resultados são compatíveis com uma ação ativadora das sirtuínas.

 

Extrato de Oliveira, Olea europaea L.

(mín. 6% oleuropeína )

A oliveira é uma árvore da região mediterrânica, sendo muito cultivada em Portugal e outros países mediterrânicos, com vista à obtenção do azeite.

Nas folhas, entre outras substâncias, pode encontrar-se  o polifenol oleuropeína, bem como flavonóides como a apigenina, luteolina e rutina. A oliveira tem sido tradicionalmente utilizada na hipertensão arterial. A oleuropeína demonstrou atividade antioxidante e hipoglicemiante. Para além da actividade direta da oleuropeína como ativador das sirtuínas, a apigenina e a rutina melhoram a absorção da quercetina (presente no chá verde), aumentando a sua atividade.

Os benefícios para a saúde da dieta mediterrânica, da qual fazem parte importante o azeite e o vinho consumido moderadamente, podem em parte ser explicados pela capacidade ativadora das sirtuínas por parte dos polifenóis existentes nestes alimentos.

 

Sinergia com os polifenóis:

 

L-Leucina

A leucina é um aminoácido de cadeia ramificada e é um aminoácido essencial, ou seja, não é capaz de ser sintetizado no corpo humano e tem de ser obtido através da alimentação. É essencial ao crescimento, estimulante da síntese de proteínas nos músculos, auxilia na estabilização e diminuição da glicémia, por estimular a libertação de insulina.

Estudos revelaram que a presença simultânea de leucina e resveratrol resulta num efeito sinérgico na ativação das sirtuínas, produzindo um aumento da atividade destas. Em adição, descobriu-se ainda que essa sinergia podia ser obtida não somente com o resveratrol, mas também com outros polifenóis como o ácido hidroxicinâmico, cinâmico, ou o ácido clorogénico, que está também presente no chá verde. Outros estudos evidenciaram que a própria leucina, de uma forma direta, seria capaz de ativar as sirtuínas. A inclusão da leucina na fórmula do SIRTActiv destina-se assim a um efeito de sinergia e potenciação dos polifenóis.

Veja também as dicas da Dra. Magda Rocha sobre o Índice Glicémico dos Alimentos